ETA

O abastecimento de Água de Monte Carmelo é suprido essencialmente pelos mananciais dos Córregos Santa Bárbara, Mumbuca e Lambari, os quais representam 52% do volume de água aduzida à cidade.

As águas das fontes superficiais produzidas na captação Santa Bárbara recebem apenas cloração, uma vez que apresentam cor e turbidez dentro dos padrões de portabilidade. Já as da captação Mumbuca e Lambari, têm tratamento completo através da ETA compacta e desinfecção com cloro. As águas subterrâneas provenientes dos poços artesianos estão em processo de cloração por meio de instalação de bombas dosadoras de cloro.

São as seguintes as fontes abastecedoras da cidade e suas respectivas vazões médias anuais:

MANANCIAL VAZÃO % SOBRE VAZÃO TOTAL
CAPTAÇÃO STA BÁRBARA 120 M3/H 27%
CAPTAÇÃO MUMBUCA 100 M3/H 22%
CAPTAÇÃO LAMBARI 15 M3/H 3%
22 POÇOS PROFUNDOS 210 M3/H 48%
TOTAL 445 M3/H  

Porque a água deve ser tratada

As águas de superfície estão expostas a vários e inúmeros poluentes resultantes das intervenções humanas que ocorrem sobre a bacia Hidrográfica, tais como a urbanização, a industrialização, a agricultura, a mineração e o desmatamento.

As atividades humanas produzem resíduos sólidos, líquidos e gasosos que, diluídos e carregados pelas chuvas e enxurradas, poluem os cursos d’água. Assim, a utilização direta dessas águas, principalmente para o uso doméstico, torna-se proibitiva, havendo necessidade de transformá-las em água potável.

Processo

A água oferecida à população é submetida a uma série de tratamentos apropriados que vão reduzir a concentração de poluentes até o ponto em que não apresentem riscos para a saúde. Cada etapa do tratamento representa um obstáculo à transmissão de infecções.

A primeira destas etapas é a coagulação, quando a água bruta recebe, logo ao entrar na estação de tratamento, uma dosagem de sulfato de alumínio, onde este elemento faz com que as partículas de sujeira iniciem um processo de união.

Em seguida inicia-se a etapa de floculação, quando, em tanques, continua o processo de aglutinação das impurezas, na água em movimento. As partículas se transformam em flocos de sujeira.

A água entra em outros tanques, onde vai ocorrer a terceira etapa a decantação. As impurezas, que se aglutinaram e formaram flocos, vão se separar da água pela ação da gravidade, indo para o fundo dos tanques ou ficando presas em suas paredes.

A 4º etapa é a filtração, quando a água passa por grandes filtros com camadas de seixos (pedra de rio) e de areia, com granulações diversas. Aí ficarão retidas as impurezas que passaram pelas fases anteriores.

A água neste ponto já é potável, mas para maior proteção contra o risco de infecções de origem hídrica, é feito o processo de desinfecção. É a cloração, para eliminar germes nocivos à saúde e garantir a qualidade da água até a torneira do consumidor. Nesse processo pode ser usado o hipoclorito de sódio, cloro gasoso ou dióxido de cloro.

A última ação neste processo de tratamento da água é a correção de PH, quando é adicionada cal hidratada para uma neutralização adequada à proteção da tubulação da rede e da residência dos usuários.

Entre a entrada da água bruta na ETA e sua saída, já potável, o processo se da cerca de 30 minutos.

Preservação das matas ciliares próximas as nascentes

Todas as matas ciliares próximas a nascentes, precisão ser preservadas, para que não ocorra contaminação de agrotóxicos de plantações locais, e evite o assoreamento do terreno, além de que todas as represas e nascentes são cercadas com arame farpado no intuito de impedir a aproximação de animais. Este é o considerado o mais importante trabalho realizado pelos responsáveis pelo abastecimento.